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sexta-feira, 12 de julho de 2013


Raiano

Sentado no barco do Minho
Pesco o nevoeiro da sua margem.
Escondo-me na doce camuflagem
De ser minhoto neste caminho.
Não esqueço a alma raiana.
O toque galego que me acarinha,
O perfume da terra que também é minha
E o sabor que se alonga até Viana.

Sentado no barco do Minho
Navego nos braços de seus pescadores.

Miguel Coelho


 
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