Céu
de Agosto
Como leite vertido em pedra negra.
Percorre docemente o céu noturno.Ilumina o caminhante mais taciturno.
Tu! Via láctea, companheira íntegra.
Perco-me… Não foges, cumpres a
regra.
O vasto céu orienta o meu turno…Revejo estrelas e o distante Saturno.
E tu “polaris”! Fixa… Ainda à espera?
Ah! Como tudo em ti é ordenado e belo,
Com estrelas, não mais do que pontosCortando o fundo escuro como um cutelo.
A tua infinidade aquece o meu coração,
Mergulho nos teus antigos contos,Envolves-me na doce teia da sedução.
Miguel Coelho




