Sozinho
Na berma da estrada espero um sinal,
Perdido em mim aturdido com barulho.Sinto o respirar fundo antes do mergulho,
Espero por algo nesse segundo fatal.
Não fico só por vontade ou ideal,
Mas perco-me no doce marulho.Não me deixo levar pelo embrulho,
Desse tema novo do mundo atual.
Como a tundra erma no frio Inverno,
Gelo por dentro, paro e hiberno.Sinto que existo apesar da dor.
Por vezes, simulo estar acudido,
Com uma multidão ao meu redor.Esqueço-me de sair! Sou esquecido.
Miguel Coelho





