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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Desaparecendo

Já não sou nada!
Ao vil pó voltei.
Não mais aqui estarei.
Perdi-me na passada.

Podia ter vivido melhor.
Podia ter visto mais longe,
Em vez de me esconder qual monge.
Podia ter passado deste torpor.

Já não sinto nada!
Desapareço lentamente.
Ninguém me toca. Ninguém me sente.
Eu só quero uma risada.

Miguel Coelho



quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Rima

Escrevo mais uma rima
Não a que queria,
Nem a que podia.
Não a tua, mas a minha.

Na rima inutilizada pelo tempo,
Perco o segundo restante
Da época outrora galante.
Não a tua, mas a minha.

Com a última palavra
Volto ao descanso da rotina
No cimo da velha colina.
Não a tua, mas a minha.

Miguel Pimenta


quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Eterno abraço

Nos passos secretos do tempo.
Na infinidade do universo.
Na pequenez da gota que me imerso
Acho o incomensurável alento.

Na distância ganha desde o início
Perdi o sopro que a vida transforma.
Só o calor cego conforma,
O coração cheio, porém fictício.

Preso cá por um quebradiço laço,
Rendo-me ao doce dos teus lábios
No nosso no eterno abraço.

Miguel Coelho



 
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