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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Rias baixas

Na ria sem rio fujo do tempo,
Que estrangula o sonho e o desejo
De ser o homem que almejo.

Na ria sem rio o futuro aumenta,
O pecado espera pelo momento,
Do dia sem dia agora perdido.

Miguel Coelho


terça-feira, 13 de agosto de 2013


Dia de mar

Li que as estrelas do firmamento,
Nem com mil vidas as poderia contar.
Cada uma, um grão de areia a brilhar,
Nos areais do cosmos vivem o isolamento.

Li que os grãos de areia do mar,
Foram uma rocha algures no passado.
O bloco antigo hoje despedaçado,
Perde-me nesse tempo difícil de alcançar.

Entre as estrelas e os grãos de areia
Encontro o descanso e alguma ideia.

Miguel Coelho


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Ladra

As lágrimas transformaram-se em areia,
Que evaporou do rosto agora seco.
O coração ficou mudo e não peco.
Mesmo a alma ficou sem a luz da candeia.

Os pés caminharam por terra despejada
Desnudos de roupa e de alguma ideia.
Em busca incessante da tela cheia,
De uma alegre e farta risada.

Porém o vagante foi roubado,
Sem saber montaram-lhe uma cilada.
A cicatriz do coração foi curada,
E um sorriso no rosto pintado.

Miguel Coelho



De volta à poesia depois de uma pausa :)


 
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