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terça-feira, 19 de novembro de 2013

Saudade

Ninguém viu o seu amor!
Perdidos na melancolia da saudade,
Do infinito até à unidade,
Sofreram juntos a mesma dor.

O mar de terra consumiu tudo!
Ficaram tontos, sem rumo,
O vazo quebrado perdeu sumo,
E perderam a alegria de miúdo.

A saudade medra com o tempo
Ultrapassa o seu imenso.
Fecho os olhos e não penso.

Miguel Coelho


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Bosão de Higgs

O custoso achado da partícula,
Tão elementar, tão vulgar.
Recorda-nos como é árduo agregar
Uma ideia nova em mente cavernícola.

O bosão outrora perdido.
Saltou do descanso do velho papel.
Esvoaçou suavemente até ao nobel
Trazendo um sorriso pouco comedido.

Miguel Coelho


segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Um sonho

A vida matou um sonho,
Porém antes era robusto
Como um tronco e nada injusto.
O riso ficou enfadonho.

Partiu! Fugiu de mim.
Pouco sobra sem a ilusão
Do sonho roubado pelo ladrão
Das palavras fugidas do latim.

O tempo outrora risonho,
Ficou na custosa vereda,
Na pousada que ninguém hospeda,
Pois a vida matou o meu sonho.

Miguel Coelho


terça-feira, 8 de outubro de 2013


Poeta triste

À noite, bem à noitinha
O choro escapa do cativeiro
A angústia liberta-se das amarras,
A melhor mão não ganha o tabuleiro.

A emoção bloqueada de dia
Explode e as lágrimas serpenteiam o rosto.
Não sinto que seja cobardia
Esconder o pranto e todo o desgosto.

Não sou um poeta triste,
Mas uma vida que escoa,
Uma ilusão mutada em chiste.
Sou um sentimento em pessoa.

Miguel Coelho





quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Desaparecendo

Já não sou nada!
Ao vil pó voltei.
Não mais aqui estarei.
Perdi-me na passada.

Podia ter vivido melhor.
Podia ter visto mais longe,
Em vez de me esconder qual monge.
Podia ter passado deste torpor.

Já não sinto nada!
Desapareço lentamente.
Ninguém me toca. Ninguém me sente.
Eu só quero uma risada.

Miguel Coelho



quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Rima

Escrevo mais uma rima
Não a que queria,
Nem a que podia.
Não a tua, mas a minha.

Na rima inutilizada pelo tempo,
Perco o segundo restante
Da época outrora galante.
Não a tua, mas a minha.

Com a última palavra
Volto ao descanso da rotina
No cimo da velha colina.
Não a tua, mas a minha.

Miguel Pimenta


quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Eterno abraço

Nos passos secretos do tempo.
Na infinidade do universo.
Na pequenez da gota que me imerso
Acho o incomensurável alento.

Na distância ganha desde o início
Perdi o sopro que a vida transforma.
Só o calor cego conforma,
O coração cheio, porém fictício.

Preso cá por um quebradiço laço,
Rendo-me ao doce dos teus lábios
No nosso no eterno abraço.

Miguel Coelho



quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Rias baixas

Na ria sem rio fujo do tempo,
Que estrangula o sonho e o desejo
De ser o homem que almejo.

Na ria sem rio o futuro aumenta,
O pecado espera pelo momento,
Do dia sem dia agora perdido.

Miguel Coelho


terça-feira, 13 de agosto de 2013


Dia de mar

Li que as estrelas do firmamento,
Nem com mil vidas as poderia contar.
Cada uma, um grão de areia a brilhar,
Nos areais do cosmos vivem o isolamento.

Li que os grãos de areia do mar,
Foram uma rocha algures no passado.
O bloco antigo hoje despedaçado,
Perde-me nesse tempo difícil de alcançar.

Entre as estrelas e os grãos de areia
Encontro o descanso e alguma ideia.

Miguel Coelho


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Ladra

As lágrimas transformaram-se em areia,
Que evaporou do rosto agora seco.
O coração ficou mudo e não peco.
Mesmo a alma ficou sem a luz da candeia.

Os pés caminharam por terra despejada
Desnudos de roupa e de alguma ideia.
Em busca incessante da tela cheia,
De uma alegre e farta risada.

Porém o vagante foi roubado,
Sem saber montaram-lhe uma cilada.
A cicatriz do coração foi curada,
E um sorriso no rosto pintado.

Miguel Coelho



De volta à poesia depois de uma pausa :)


sexta-feira, 12 de julho de 2013


Raiano

Sentado no barco do Minho
Pesco o nevoeiro da sua margem.
Escondo-me na doce camuflagem
De ser minhoto neste caminho.
Não esqueço a alma raiana.
O toque galego que me acarinha,
O perfume da terra que também é minha
E o sabor que se alonga até Viana.

Sentado no barco do Minho
Navego nos braços de seus pescadores.

Miguel Coelho


quinta-feira, 27 de junho de 2013


Mutante

Pela fresta da janela ouço um ruído.
O som da mudança percorre o solo,
Entranha-se na pele até ao miolo.
Um propósito novo foi adquirido.

Do velho se fez um novo, dividido
Entre o passado com o seu consolo
E o futuro com possível dolo.
Hesitante deixa-se ficar dormido.

Dos sonhos nasce uma bela ideia.
Correr o caminho do destino,
Fugir do tempo e sua teia.

Miguel Coelho




 

 

segunda-feira, 24 de junho de 2013


A tua blusa

O suave bailado da tua blusa,
Esconde pouco e mostra menos.
Crescem pensamentos nada amenos,
Anseio fazer de ti minha reclusa.

O corpo apertado no tecido
Revela as curvas que desejo.
O mortal veneno que almejo,
Enfeitiça, torna-me teu valido.

Procuro conhecer o ignorado,
Ser vencido pelo tentado,
Mergulhar mesmo sendo punido.

Miguel Coelho



segunda-feira, 17 de junho de 2013


Os meus poetas

Canto as armas e os barões assinalados.
Canto o poeta fingidor e sua mensagem.
Canto os olhos azuis, perdidos na miragem,
De Bocage, personificador dos boémios aclamados.
Canto o livro de mágoas e seus figurados.
A fome e sede de infinito da breve passagem,
Da bela flor perdida na engrenagem,
Dos afetos não entendidos nem achados.
Canto a pequena menina do mar.
Desejosa de aprender o mundo. De avançar.
Conquistar a terra, conhecer o nome dos objetos.
Canto a alma dos poetas que não consigo imitar
E o amor magoado difícil de acompanhar.
Presenteio a minha vida pelos seus sonetos.

(para o Luís, o Fernando, o Manuel, a Florbela e a Sophia)

Miguel Coelho

quarta-feira, 12 de junho de 2013


Amor

Acredito no amor sem fronteira,
Perfeito perdido no mar irreal.
O amor autêntico assexual,
Capaz de saltar a mais alta barreira.
Acredito em ti, em mim, em toda a gente.
Só não acredito em quem não sente.

Acredito no amor pelo homem.
Quem sou eu para julgar?
Quem é o padre para ajuizar?
Afastem-se os que consomem
O amor alheio, o sopro dos distintos.
Não neguem nada, libertem-se dos labirintos.

Miguel Coelho



sábado, 1 de junho de 2013


Partilhar um momento

Existi demasiado tempo isolado!
Junto a mim, fechado na caverna.
Escondido como o urso que hiberna,
Poucas vezes fugi a este estado.

Resisti à mudança atrincheirado,
Porém a tua alegria era terna,
O toque doce e o saber uma lanterna.
Conduziste-me para o mundo sonhado.

A noite traz de volta toda a dúvida.
Aos primeiros raios de sol tudo se olvida.
No teu suave reflexo me acalento.

Estejamos debaixo de um temporal
Ou em busca de algo especial.
Todo o instante é o nosso momento.

Miguel Coelho



sábado, 25 de maio de 2013


Cansado

O fim do dia chega,
O meu corpo carrega,
O cansaço do labor,
O odor do suor.
A manhã clara e quente,
Corou a pele num luzente.
A andorinha do entardecer leva,
Esse calor enquanto navega.
As pedras soltas que juntei,
Relembram tantas que ainda porei.
O dia de hoje está a terminar,
Mas o amanhã não permite descansar…

Miguel Coelho



domingo, 19 de maio de 2013


Agoirento

Sobrevoa-me o abutre agoirento.
Impede-me de pensar e sentir.
Não deixa o dia de ontem partir.
O amanhã não passa de um alento.

O decrépito azul que afugento
Esconde o vermelho a carpir.
Não aguento em mim este fingir,
De que o chão não está lamacento.

O velho quebra-ossos continua,
A distrair os outros enquanto gradua,
A classificação que ninguém entende.

O sorriso doce nada esconde,
Porém a verdade nunca responde.
Jogar assim, ninguém compreende.

Miguel Coelho


quinta-feira, 16 de maio de 2013


Quero
 
Perder-me nas palavras quando digo: “Amo”.
Sentir a brisa na face quando assalto a montanha.
Poder acordar ao lado de quem me entranha.
Andar sozinho, amparado no teu ramo.
Desabar no vazio sabendo que vou ser agarrado.
Olhar o por do sol na praia desnuda.
Escrever umas juras como Pablo Neruda.
Não segurar o choro abafado.
Ouvir o silêncio entre a multidão.
Caminhar descalço no passeio espinhoso.
Acordar dentro de um sonho saudoso.
E quando estiver a fugir pegar forte na tua mão.

Miguel Coelho


sexta-feira, 10 de maio de 2013


Momento

O instante perfeito no tempo passou.
A digna vontade de vencer continua
Contudo, o pavio da vela recua,
Como aquele que um dia o apoiou.

As elaboradas falas que o livro articulou,
Doaram o saber que aos poucos se situa,
Dentro do cérebro. Ele ganhou cultura.
A erudição tornou-se vazia, nada achou.

Hoje, caminha sozinho por terra erma.
Tenta entender porquê enferma.
O momento passou e tudo mudou.

Ninguém se lembra do seu nome.
Tenta uma e outra vez e tudo some.
Sofre! No caminho ninguém se imutou.

Miguel Coelho


quarta-feira, 8 de maio de 2013


A nossa história

Tudo começou num singelo ponto.
Com princípio perdido no passado
Fim num futuro infinito e afagado,
O nosso "era uma vez" é um conto.
Não há príncipe na nossa história
Montado em fogoso corcel.
Nem princesa colorida a pincel,
Na torre mais alta escondida da escória.
Não tenho castelo,
Nem animal personificado.
Nunca travei um duelo.
Porém, por ti, sempre me senti amado.
O nosso “era uma vez”
Tem muitas certezas e nenhum “talvez”.

Miguel Coelho

domingo, 5 de maio de 2013


Manhã

Vejo um corpo lançado no meu leito.
Recorda-me a noite que já esqueci,
Inebriado no álcool que usufruí.
O vulto despido veste-me a preceito.

O pedaço de lençol imperfeito,
Pouco encobre, porém não saí.
Olvidada nos sonhos levemente sorri.
Da poltrona este quadro aproveito.

A primeira centelha toca o rosto segredado.
Ilumina, de soslaio, o cabelo amendoado.
Busco o comando, desejo parar o momento.

Arrebatado, percorro lentamente a pele
Aguardo que o peito desnudo se revele.
A esquecida desperta, encontra o meu alento.

Miguel Coelho


terça-feira, 30 de abril de 2013


Criação

Criado como homeose de deus,
Pronto para dominar toda a criatura
O Humano garboso de bela figura
Junto de Eva, fica longe dos seus.

Singelos os crentes nos contos judeus.
Acham que cruzaram o rio sem jangada?
Não se fazem castelos sem areia molhada.
Os devaneios quiméricos são só teus.

A criação surgiu sem toque divino.
Esse corpúsculo no oceano um bailarino,
Solitário divide-se e desfruta a companhia.

Miguel Coelho


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quarta-feira, 24 de abril de 2013


Bastardo

Quando a consciência despertou,
O reflexo na água passamos a ser nós.
Seres convencidos, esquecemos os avós.
E um mundo sem mistérios nos saudou.

Um globo infinito depressa minguou.
E ao lusco-fusco chegamos à foz,
Acabando o reinado do mais feroz.
Depressa a substância a nós se curvou.

O nevoeiro da nova tecnologia,
Encheu o coração de hipocrisia,
Sentimo-nos bastardos e abalamos.

Hoje, recupero o cheiro da terra,
O aroma do ar e o toque da serra.
O sabor das coisas? Juntos provamos.

Miguel Coelho



 

quarta-feira, 17 de abril de 2013


Sol de Primavera

Como sabe bem o sol da Primavera.
Desperta a pele para os sons.
Após seis meses, voltaram os tons.
Finda a penumbra, morta a fera.

Dá a tua mão, larga a espera.
Vem correr comigo, aparta o senão.
Deixa o sol entrar, rasga mais um botão.
Acabou o desânimo que dilacera.

Não voltes para mim triste frio,
De olhos chorosos e enfermo arrepio.
Longe de ti fico mais perto de mim.

Miguel Coelho


sexta-feira, 12 de abril de 2013


Esperança

Hoje senti o coração acanhado.
O azul do céu levou-me ao tempo ido,
Quando era pequeno, mal nascido
E o mundo perfeito com um rebuçado.

Ainda aqui está, mas já me deixou.
Os olhos que me ligam ao mar,
Estão vazios não a deixam apegar,
À criança que fui. Ao neto que sou.

A sua voz distinta desapareceu,
Como toda a dor que um dia sofreu.
Hoje no mundo você está só.

A doença levou-lhe a lembrança,
A alma, a figura e a esperança.
Mas ficaram as saudades de si, avó.

Miguel Coelho


quarta-feira, 10 de abril de 2013


Um toque de ti

Passou muito tempo desde a ligação.
Hoje sou diferente! Tu a culpada.
Um toque de ti essa nova lufada,
Gerou a tormenta mudou a direção.

O aroma desnudou-se na nova estação.
O luar abençoou a nossa caminhada.
Esse toque de ti nesta balada,
Fez de mim o príncipe. Matou o dragão.

Esqueci o tempo antes do toque,
Suave e aveludado um berloque.
Antes de ti, nada em mim descubro.

Miguel Coelho


segunda-feira, 8 de abril de 2013


Mãos suaves

No percurso sinuoso da existência,
Perdi o rasto da tua substância.
Deixei-me vencer pela arrogância,
Sobrou pouco mais que a impotência.

Sinto falta da idade da inocência,
Das mãos suaves da nossa infância.
Das férias, o tempo todo, numa estância.
Das brincadeiras, a salutar convivência.

Aquele abraço que a tristeza dissolvia,
Diluiu-se no engano da ironia.
Olho para trás, não vejo o elo.

Algo passou ao longo deste traço,
Perdi a mão, o braço e o abraço.
Só não perdi a força neste apelo.

Miguel Coelho


sexta-feira, 29 de março de 2013


Ruas

As ruas estreitas da minha cidade,
Serpenteiam velhos prédios habitados.
Guardam segredos por outros escutados,
Imemoriais contos sem idade.

Edifícios antigos suportam as ruas,
Enormes telas de artistas menores.
Das janelas os cheiros lembram os sabores,
Das sardinhas no pão em noites nuas.

As ruas estreitas da minha cidade,
Dão-me proteção e liberdade.

Miguel Coelho


segunda-feira, 25 de março de 2013


Clareira na floresta

Ouvi que existe uma clareira na floresta.
No centro, rodeada de velhos carvalhos,
Coberta de folhas, mil e um soalhos.
Um feto brota, rasga por uma fresta.

Quis provar o sussurrar da besta,
Escondida sob o manto de galhos.
Bafejado pelo calor, sem agasalhos,
Passear descalço, uma vida modesta.

Dissipado na mata deixei de sentir.
Desvanecendo devagar antes de partir.
Arrastamento inconsciente para o fosso.

Porém sem hora nem lugar marcado,
Encontras o meu interior fechado
E conquistas o espaço que hoje é nosso.

Miguel Coelho




 

sexta-feira, 22 de março de 2013


Madeira

Por detrás do muro de Porto Santo,
O diabo escondido demora a atacar.
Cegos pelo nevoeiro, fracos a julgar,
Não veem a ilha e todo o seu encanto.

Cinco séculos passam num lampejar,
Eu, como antes, retiro o manto,
Descubro uma maravilha, outra, tanto…
Perdido nas ravinas deixo-me encantar.

Ainda é Inverno, todavia o sol aquece,
A pele e a alma enquanto se esquece,
As agruras vividas no continente.
 
Mergulho no oceano ou toco no Areeiro.
Entre o mar e a montanha, este forasteiro.
Fugido de mim, encontro-me, finalmente.

Miguel Coelho


sexta-feira, 15 de março de 2013


Deceção
 
Sei que te dececionei!
Não tive intenção, porém foi demais.
Olhas para mim e vês mais,
As peças que juntaste não as criei.

De mim esperavas o sol,
O astro-rei que comanda a vida.
Porém, não passo de uma lua escondida,
Um barco perdido sem farol.

Miguel Coelho



terça-feira, 26 de fevereiro de 2013


Construção da alma
 
Menos de oito mil curtas gerações,
Nos separam do zombie psicológico.
Humano rude e pouco ou nada rico,
Em ideias, vivências e sensações.

Luz tremola impõe-se entre negrumes,
Conquista espaço, ganha alento.
O cérebro perdido agora sedento
A informação jorra, guarda os costumes.

Entre o antes e agora uma mudança,
O corpo ganha alma e uma herança.

Miguel Coelho


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013


O meu coração bate

Encosto o dedo e tomo o pulso,
Embalo no ritmo do batimento.
Um viajante distraído no movimento,
Do tempo que passou algo convulso.

A batida acompanha-me eternamente.
Desde a juventude cheia de idealismos,
Passando pela infância e seus baptismos.
Do coração embrionário sou descendente.

A história deste coração e sua existência,
Leva-me ao encontro dos antepassados
Lusos, ibéricos, gregos e até romanos.

Porém o Homem não inicia a sequência.
Mamíferos, répteis, anfíbios, animais marinhos
E mais os vermes. Não caminhamos sozinhos.

Miguel Coelho


 
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