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quinta-feira, 25 de junho de 2015



Escrevo para alguém no futuro

Escrevo para alguém no futuro,
Alguém que entenda a minha fala,
Que resgate os meus poemas da vala,
E cuide deles num local seguro.

E se esse alguém não for merecedor
De entender os versos? De me entender?
De se recordar do que tento esquecer?

Escrevo para alguém no futuro,
Que me entenda ou não, porém que sinta
O que sinto em mim embora o finta.

Miguel Coelho






Para ti Leonor

Embora não existas eu já te encontrei.
Este sentimento desconhecido
Até agora no meu espírito perdido,
Desabrochou. Desde o início essa flor amei.

O meu abraço continua vazio,
Embala o ar que um dia será teu
O gesto vago repleto deste amor meu
Aguarda multiplicar-se após o estio.

Penso nesta particular dualidade,
Tão bela na sua singularidade.
Vem uma alma nova, nunca antes dita.

E nesta longa espera que me desespera
Espero que chegue e me aconchegue.
Eu a necessito mais do que me necessita.

Miguel Coelho


quarta-feira, 29 de abril de 2015



Brinde

Saúdo os amigos, os amantes e amados,
Os protagonistas do solo e os mais reservados.
Saúdo os momentos dos tempos passados,
As memórias e os laços outrora criados.

Celebro o vínculo e o sonho fundado,
Aquele gesto e o sorriso murmurado.
Celebro o batimento do coração acelerado,
O primeiro toque e o beijo roubado.

Canto o amor terno e cortês,
Do José, da Filipa e da Francisca,
A soma das unidades ser igual a três.

Miguel Coelho 




 
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