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segunda-feira, 14 de julho de 2014



Abraço

Ouço que cruzei a fronteira,
Porém nem sei de que lado estou…
Só sou o jovem que um dia te saudou,
Hoje em busca da sua eira e beira.

Diz algo e eu não desisto.
De ti, de mim, nem sei…
Algo perfeito, imperfeito, que seja lei.
Diz o que quero, o inverso, algo misto.

Ou dá só um abraço,
Aquele que faz tudo fazer sentido,
O nosso corpo fundido,
Na matéria, no tempo e no espaço.

Miguel Coelho,


 

segunda-feira, 7 de julho de 2014



Santorini

Em Santorini vivi num momento,
Sem palavras nem nenhum lamento.
Venci-me! Derrotei o isolamento.
Nas casas caiadas parei o tempo.

Segurei bem forte o meu alento
E na encosta escarpada senti o insano,
De existir procurando o engano.
Quando só é necessário aquele vento.

No dia do fim o éden não desejo,
As cinzas em Oia eu almejo.

Miguel  Coelho


terça-feira, 29 de abril de 2014


Ainda

Não sinto o teu aroma,
Nem o sabor da tua pele.
A realidade retirou-me do coma,
Do torpor daquele
Sentimento vão e desaparecido.
Hoje, sou só um descrido
Que redige o que outro sentiu,
Ou a vida que ele fingiu.

Porém, ainda vejo o teu rosto,
Quando fecho os olhos fica exposto.

Miguel Coelho



 
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