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terça-feira, 29 de abril de 2014


Ainda

Não sinto o teu aroma,
Nem o sabor da tua pele.
A realidade retirou-me do coma,
Do torpor daquele
Sentimento vão e desaparecido.
Hoje, sou só um descrido
Que redige o que outro sentiu,
Ou a vida que ele fingiu.

Porém, ainda vejo o teu rosto,
Quando fecho os olhos fica exposto.

Miguel Coelho



terça-feira, 8 de abril de 2014

Conta

Inspira… Expira… Conta-me tudo.
Revela-me o teu segredo mais escondido.
Não te ocultes nesse sorriso furtivo.
Aparece por detrás do escudo.

Mostra um pouco da tua casca.
Só por hoje desvenda o enigma.
Liberta-me do estigma.
Conta como se passa pela borrasca…

Miguel Coelho


 
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