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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013


Nada

Não sou dono da razão, da virtude,
Ou excelência. Não sou dono de ti,
De um passado ou daquilo que sorri.
Não passo de uma sombra que se ilude.

Penso ter as mãos cheias de vontade.
Para construir algo desde o osso,
Todos os sacrifícios para ser vosso.
Porém nas mãos só tenho saudade.

Não possuo nada do que desfruto,
Só restas tu e algo mais, um minuto.

Miguel Coelho



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