Madeira
Por detrás do muro de Porto Santo,
O diabo escondido demora a atacar.Cegos pelo nevoeiro, fracos a julgar,
Não veem a ilha e todo o seu encanto.
Cinco séculos passam num lampejar,
Eu, como antes, retiro o manto,Descubro uma maravilha, outra, tanto…
Perdido nas ravinas deixo-me encantar.
Ainda é Inverno, todavia o sol aquece,
A pele e a alma enquanto se esquece,As agruras vividas no continente.
Mergulho no oceano ou toco no Areeiro.
Entre o mar e a montanha, este
forasteiro.Fugido de mim, encontro-me, finalmente.
Miguel Coelho

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