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sexta-feira, 22 de março de 2013


Madeira

Por detrás do muro de Porto Santo,
O diabo escondido demora a atacar.
Cegos pelo nevoeiro, fracos a julgar,
Não veem a ilha e todo o seu encanto.

Cinco séculos passam num lampejar,
Eu, como antes, retiro o manto,
Descubro uma maravilha, outra, tanto…
Perdido nas ravinas deixo-me encantar.

Ainda é Inverno, todavia o sol aquece,
A pele e a alma enquanto se esquece,
As agruras vividas no continente.
 
Mergulho no oceano ou toco no Areeiro.
Entre o mar e a montanha, este forasteiro.
Fugido de mim, encontro-me, finalmente.

Miguel Coelho


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