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segunda-feira, 17 de junho de 2013


Os meus poetas

Canto as armas e os barões assinalados.
Canto o poeta fingidor e sua mensagem.
Canto os olhos azuis, perdidos na miragem,
De Bocage, personificador dos boémios aclamados.
Canto o livro de mágoas e seus figurados.
A fome e sede de infinito da breve passagem,
Da bela flor perdida na engrenagem,
Dos afetos não entendidos nem achados.
Canto a pequena menina do mar.
Desejosa de aprender o mundo. De avançar.
Conquistar a terra, conhecer o nome dos objetos.
Canto a alma dos poetas que não consigo imitar
E o amor magoado difícil de acompanhar.
Presenteio a minha vida pelos seus sonetos.

(para o Luís, o Fernando, o Manuel, a Florbela e a Sophia)

Miguel Coelho

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