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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Desaparecendo

Já não sou nada!
Ao vil pó voltei.
Não mais aqui estarei.
Perdi-me na passada.

Podia ter vivido melhor.
Podia ter visto mais longe,
Em vez de me esconder qual monge.
Podia ter passado deste torpor.

Já não sinto nada!
Desapareço lentamente.
Ninguém me toca. Ninguém me sente.
Eu só quero uma risada.

Miguel Coelho



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