Quero voltar a sentir o teu toque.
A carícia do teu jeito feminino.
A aptidão de fazer de mim um menino,
Com o coração aos pulos, em choque.
Não peço mais, porém morro de vontade.
Quero tudo e agora não posso.
Separa-nos um maldito fosso.
Ninguém nos vê e tem piedade.
Sê em mim tudo que pretendes
Que eu serei tudo que é nosso.
Será que me entendes?
Miguel Coelho

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