Para
ti Leonor
Embora não existas eu já te encontrei.
Este sentimento desconhecido
Até agora no meu espírito perdido,
Desabrochou. Desde o início essa flor
amei.
O meu abraço continua vazio,
Embala o ar que um dia será teu
O gesto vago repleto deste amor meu
Aguarda multiplicar-se após o estio.
Penso nesta particular dualidade,
Tão bela na sua singularidade.
Vem uma alma nova, nunca antes dita.
E nesta longa espera que me desespera
Espero que chegue e me aconchegue.
Eu a necessito mais do que me necessita.
Miguel Coelho

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