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segunda-feira, 10 de setembro de 2012


Mar


Sento-me no colo de uma duna,
Mergulhado nos seus braços tento o descanso…

Em frente da colina moldada pelo vento,
Esse, que sopra possantemente,
Esqueço-me de tudo, mesmo do tormento
Formado em terra, severo, incoerente…

Olho para o mar. Quero preencher a lacuna.
Escrevo umas palavras, mas depressa me canso.

Miguel Coelho


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