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segunda-feira, 19 de novembro de 2012


Poema

 
Surge uma ideia do nada,
Fruto de um sentimento, uma intuição.
Uma palavra atrás da outra em busca da perfeição.
O pensamento vai-se montando a cada passada.
Em casa pego no lápis e papel.
Os termos que trouxe comigo,
Mesclam-se na mesa e eu os coligo,
Aconchegam-me como um suave burel…
A soberba não me tapa o sol.
O poema sempre viveu no espaço intemporal.
Eu?
Só uni as palavras.

Miguel Coelho


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