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terça-feira, 18 de dezembro de 2012


O silêncio das tuas palavras

À noite, bem à noitinha observo-te.
Imbuída em sonhos encontras o meu braço,
Apertas forte, roubas-me o espaço.
Antes de adormecer, mais uma vez fixo-te.

Desejo decorar a forma da tua figura,
O rasgo do teu olhar, a trama da tua pele.
Temo deixar de ser teu e passar a “aquele”,
Não mais puder sentir a tua doçura.

Nesse momento enquanto divagas,
Ouço o silêncio das tuas palavras.

Miguel Coelho


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