Pesquisar neste blogue

terça-feira, 8 de outubro de 2013


Poeta triste

À noite, bem à noitinha
O choro escapa do cativeiro
A angústia liberta-se das amarras,
A melhor mão não ganha o tabuleiro.

A emoção bloqueada de dia
Explode e as lágrimas serpenteiam o rosto.
Não sinto que seja cobardia
Esconder o pranto e todo o desgosto.

Não sou um poeta triste,
Mas uma vida que escoa,
Uma ilusão mutada em chiste.
Sou um sentimento em pessoa.

Miguel Coelho





0 comentários:

Enviar um comentário

 
Copyright (c) 2010 Poesia das Ciências. Design by Wordpress Themes.

Themes Lovers, Download Blogger Templates And Blogger Templates.