Poeta triste
À noite, bem à noitinha
O choro escapa do cativeiro
A angústia liberta-se das amarras,
A melhor mão não ganha o tabuleiro.
A emoção bloqueada de dia
Explode e as lágrimas serpenteiam o rosto.
Não sinto que seja cobardia
Esconder o pranto e todo o desgosto.
Não sou um poeta triste,
Mas uma vida que escoa,
Uma ilusão mutada em chiste.
Sou um sentimento em pessoa.
Miguel Coelho

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