A vida matou um sonho,
Porém antes era robusto
Como um tronco e nada injusto.
O riso ficou enfadonho.
Partiu! Fugiu de mim.
Pouco sobra sem a ilusão
Do sonho roubado pelo ladrão
Das palavras fugidas do latim.
O tempo outrora risonho,
Ficou na custosa vereda,
Na pousada que ninguém hospeda,
Pois a vida matou o meu sonho.
Miguel Coelho

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