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quarta-feira, 17 de outubro de 2012


Medo

Temo, antecipadamente, o que me rodeia.
Fujo do novo, do atual, escondo-me desse vómito,
Mas tenho que ir… Ouçam o meu grito.
Fico em alerta. Alguém me receia?

Com trémulos passos inicio o trajeto,
De me libertar desta opressão.
É fácil! Dizem-me para utilizar a razão.
Porém que pode fazer um pobre sem teto?

Sem força desisto logo após a primeira tentativa.
No fim apareces tu… A minha alternativa.

Miguel Coelho

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