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terça-feira, 16 de outubro de 2012


Tu

Deixo-me cair no teu colo,
No suave abraço do teu peito.
Enrolo-me em ti com pouco jeito,
Mas juntos montámos mais um tijolo.

Arrebatas-me, mais um pouco, a cada respirar.
O teu alento acarinha o meu íntimo.
Fico ébrio até ao mais ínfimo
Pedaço de vida, que do mundo brotar…

És a casa segura onde choro e rio…
És o espaço firme que preenche o meu vazio.

Miguel Coelho


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