Dançando
com fantasmas
Será que somos como a estrela?
O brilho de algo há muito perecido.
Do grande estampido ficou um grunhido.
Hoje representamos só uma parcela.
Será que somos projecções do passado?
O reflexo dos nossos pais no presente.
De aspecto jovem, porém nada coerente,
Com a alma milenar num corpo fechado.
Será que fugimos enquanto sonhamos?
Dançamos com fantasmas e monstros
estranhos.
Miguel Coelho

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