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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013


O meu coração bate

Encosto o dedo e tomo o pulso,
Embalo no ritmo do batimento.
Um viajante distraído no movimento,
Do tempo que passou algo convulso.

A batida acompanha-me eternamente.
Desde a juventude cheia de idealismos,
Passando pela infância e seus baptismos.
Do coração embrionário sou descendente.

A história deste coração e sua existência,
Leva-me ao encontro dos antepassados
Lusos, ibéricos, gregos e até romanos.

Porém o Homem não inicia a sequência.
Mamíferos, répteis, anfíbios, animais marinhos
E mais os vermes. Não caminhamos sozinhos.

Miguel Coelho


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