O meu coração bate
Encosto o dedo e tomo o pulso,
Embalo no ritmo do batimento.
Um viajante distraído no movimento,
Do tempo que passou algo convulso.
A batida acompanha-me eternamente.
Desde a juventude cheia de idealismos,
Passando pela infância e seus baptismos.
Do coração embrionário sou descendente.
A história deste coração e sua existência,
Leva-me ao encontro dos antepassados
Lusos, ibéricos, gregos e até romanos.
Porém o Homem não inicia a sequência.
Mamíferos, répteis, anfíbios, animais marinhos
E mais os vermes. Não caminhamos sozinhos.
Miguel Coelho

0 comentários:
Enviar um comentário