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segunda-feira, 8 de abril de 2013


Mãos suaves

No percurso sinuoso da existência,
Perdi o rasto da tua substância.
Deixei-me vencer pela arrogância,
Sobrou pouco mais que a impotência.

Sinto falta da idade da inocência,
Das mãos suaves da nossa infância.
Das férias, o tempo todo, numa estância.
Das brincadeiras, a salutar convivência.

Aquele abraço que a tristeza dissolvia,
Diluiu-se no engano da ironia.
Olho para trás, não vejo o elo.

Algo passou ao longo deste traço,
Perdi a mão, o braço e o abraço.
Só não perdi a força neste apelo.

Miguel Coelho


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