Pesquisar neste blogue

domingo, 5 de maio de 2013


Manhã

Vejo um corpo lançado no meu leito.
Recorda-me a noite que já esqueci,
Inebriado no álcool que usufruí.
O vulto despido veste-me a preceito.

O pedaço de lençol imperfeito,
Pouco encobre, porém não saí.
Olvidada nos sonhos levemente sorri.
Da poltrona este quadro aproveito.

A primeira centelha toca o rosto segredado.
Ilumina, de soslaio, o cabelo amendoado.
Busco o comando, desejo parar o momento.

Arrebatado, percorro lentamente a pele
Aguardo que o peito desnudo se revele.
A esquecida desperta, encontra o meu alento.

Miguel Coelho


0 comentários:

Enviar um comentário

 
Copyright (c) 2010 Poesia das Ciências. Design by Wordpress Themes.

Themes Lovers, Download Blogger Templates And Blogger Templates.