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quinta-feira, 16 de maio de 2013


Quero
 
Perder-me nas palavras quando digo: “Amo”.
Sentir a brisa na face quando assalto a montanha.
Poder acordar ao lado de quem me entranha.
Andar sozinho, amparado no teu ramo.
Desabar no vazio sabendo que vou ser agarrado.
Olhar o por do sol na praia desnuda.
Escrever umas juras como Pablo Neruda.
Não segurar o choro abafado.
Ouvir o silêncio entre a multidão.
Caminhar descalço no passeio espinhoso.
Acordar dentro de um sonho saudoso.
E quando estiver a fugir pegar forte na tua mão.

Miguel Coelho


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