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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Crise

Corte cego, egoísta, sem sentido
Golpe íntimo, profunda tristeza.
Casa pobre não há pão na mesa.
Ideia podre num mundo torcido.

Governantes com discurso suave,
Articulam palavras que doem.
Não sentem a dor do povo, corroem
A esperança de viver, a única chave.

Déspotas dos mercados erguem o muro.
Rapinam a côdea, o miolo do miserável.
Anos de labor, agora dispensável.

Onde está a revolução dos cravos?
Do povo lusitano! Homens bravos.
Não quero nevoeiro, mas futuro

Miguel Coelho

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