Corte cego, egoísta, sem sentido
Golpe íntimo, profunda tristeza.Casa pobre não há pão na mesa.
Ideia podre num mundo torcido.
Governantes com discurso suave,
Articulam palavras que doem.Não sentem a dor do povo, corroem
A esperança de viver, a única chave.
Déspotas dos mercados erguem o muro.
Rapinam a côdea, o miolo do miserável.Anos de labor, agora dispensável.
Onde está a revolução dos cravos?
Do povo lusitano! Homens bravos.Não quero nevoeiro, mas futuro
Miguel Coelho

0 comentários:
Enviar um comentário