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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Estudante de Coimbra

Jovem, imberbe e algo devoto,
Chego a Coimbra com brilho nos olhos.
Abandono a mãe, a saia, seus folhos
Desejo crescer e algo muda. Já voto!

Tímido rapaz, escondo-me das capas.
Fico alarmado, não quero ser proscrito.
Deixo-me levar e entro no espírito.
Corro a cidade! Converso com reis e papas.

Enamoro-me, sinto o peito apinhado.
O amor perpétuo acaba, desço fundo.
Torno a amar, agora domino o mundo.

Não descuro os livros, canso a cabeça
Tantas páginas que alguém me impeça!
Sou doutor! Neste país estou limitado.

Miguel Coelho


Arcos do Jardim - Coimbra

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