Jovem, imberbe e algo devoto,
Chego a Coimbra com brilho nos olhos.Abandono a mãe, a saia, seus folhos
Desejo crescer e algo muda. Já voto!
Tímido rapaz, escondo-me das capas.
Fico alarmado, não quero ser proscrito.Deixo-me levar e entro no espírito.
Corro a cidade! Converso com reis e papas.
Enamoro-me, sinto o peito apinhado.
O amor perpétuo acaba, desço fundo.Torno a amar, agora domino o mundo.
Não descuro os livros, canso a cabeça
Tantas páginas que alguém me impeça!Sou doutor! Neste país estou limitado.
Miguel Coelho
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| Arcos do Jardim - Coimbra |

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