Metade de mim
Abjeto ente, mesquinha tristeza,
Pobre angústia, alegria passada.
Dos distantes… Não ansiava nada,
De ti, meu idêntico, só nobreza.
Brotaste em segundo… Fina crueza!
Magro e escuro de fraca passada.Embarcaste comigo nesta jornada…
Com infância feliz, cercado de pobreza.
Sempre juntos, conhecemos florestas,
Construímos jogos, limamos arestas.Crescemos depressa! Algo em nós mudou.
Ganhei no saber e tu neste mundo.
Ator secundário refugiado no fundo.Saí da sombra! O conflito começou.
Miguel Coelho

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