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segunda-feira, 13 de agosto de 2012


Metade de mim

Abjeto ente, mesquinha tristeza,
Pobre angústia, alegria passada.
Dos distantes… Não ansiava nada,
De ti, meu idêntico, só nobreza.

Brotaste em segundo… Fina crueza!
Magro e escuro de fraca passada.
Embarcaste comigo nesta jornada…
Com infância feliz, cercado de pobreza.

Sempre juntos, conhecemos florestas,
Construímos jogos, limamos arestas.
Crescemos depressa! Algo em nós mudou.

Ganhei no saber e tu neste mundo.
Ator secundário refugiado no fundo.
Saí da sombra! O conflito começou.

Miguel Coelho


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