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terça-feira, 28 de agosto de 2012


Céu de Agosto


Como leite vertido em pedra negra.
Percorre docemente o céu noturno.
Ilumina o caminhante mais taciturno.
Tu! Via láctea, companheira íntegra.

Perco-me… Não foges, cumpres a regra.
O vasto céu orienta o meu turno…
Revejo estrelas e o distante Saturno.
E tu “polaris”! Fixa… Ainda à espera?
 
Ah! Como tudo em ti é ordenado e belo,
Com estrelas, não mais do que pontos
Cortando o fundo escuro como um cutelo.

A tua infinidade aquece o meu coração,
Mergulho nos teus antigos contos,
Envolves-me na doce teia da sedução.


Miguel Coelho




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